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Candidato a Deputado Federal pelo Distrito Federal

Entrei como agente. Saí como delegado. Nunca fui de bloquinho.

33 anos, 6 meses e 3 dias na Polícia Civil do Distrito Federal. Agora quero levar a voz de quem trabalha na ponta para o Congresso Nacional.

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Vote sem moderação
Delegado Nugoli, candidato a deputado federal pelo Distrito Federal
33anos
de Polícia Civil do Distrito Federal
13anos
como agente antes de virar delegado
9anos
à frente da Divisão de Operações Especiais
0
mandatos anteriores. Nunca fui candidato a nada
Nugoli durante a carreira na Polícia Civil do Distrito Federal
Quem é o Nugoli

Cheguei em Brasília com a roupa do corpo e uma muda de camisa

Meu nome é Geraldo Luiz Nugoli Costa. Sou do interior de São Paulo, filho de uma família pobre, criado pelos meus avós depois que meu pai morreu, quando eu tinha 1 ano e 2 meses. Meu avô era alfaiate. Minha avó vendia fruta na rua, e eu ia junto com a cesta no braço desde os oito anos.

Morei em casa de chão batido. Tomava banho de bacia. Tive dentista na escola e médico na Santa Casa. Fomos pobres, mas nunca fomos miseráveis, e o que fez a diferença na minha vida foi ter escola pública de qualidade no meu bairro.

Trabalhei em marmoraria como menor aprendiz, em fábrica de produto de limpeza, como auxiliar de eletricista e tocando em conjunto musical à noite. Servi o Exército. Passei no vestibular de Direito na minha cidade. E em 13 de dezembro de 1981, com 19 anos, peguei um ônibus para Brasília com a roupa do corpo e uma muda de camisa para fazer o concurso da Polícia Civil.

Passei. E fiquei 33 anos.

A carreira

Fiz o caminho inteiro, de baixo para cima

Muita gente chega à polícia por cima. Eu comecei na base e levei treze anos para chegar a delegado, estudando e trabalhando ao mesmo tempo.

1982

Agente de polícia, Ceilândia

Minha primeira lotação foi na 15ª DP, quando a Ceilândia ainda era quase toda terra batida. Dois meses depois de entrar, fui escalado para o curso de repressão a entorpecentes e participei da inauguração da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, hoje a CORD.

1984–1992

A faculdade paga aos poucos

O salário de agente não dava para pagar o curso de Direito. Fazia um semestre e trancava dois. Nos fins de semana, trabalhava como segurança em boate à noite e em clube durante o dia para ter dinheiro da feira. Me formei em 1992.

1996

Aprovado para delegado na Polícia Federal e na Polícia Civil

Passei nos dois concursos. Escolhi ficar na Polícia Civil do Distrito Federal, onde eu já tinha construído minha vida. Comecei como delegado na 13ª DP, em Sobradinho, e voltei para a área de entorpecentes.

1998

Formação internacional em resposta a crises

Curso de equipe de resposta a crises do programa de assistência antiterrorismo do Departamento de Estado dos Estados Unidos, na Louisiana State University.

9 anos

Divisão de Operações Especiais

Assumi a DOE quando a divisão era apelidada de “durma onde estiver”, porque recebia quem a polícia não sabia onde colocar. Fiquei nove anos como diretor. Construímos doutrina, equipamento e treinamento de operações especiais dentro da Polícia Civil.

2001

Gerenciamento da crise no complexo penitenciário

Coordenei a negociação de uma rebelião com reféns policiais. Foram 32 horas. Mantive a imprensa fora e a cadeia de comando intacta, porque em gerenciamento de crise quem se envolve emocionalmente toma decisão errada e coloca vidas em risco.

Diretor

Academia de Polícia Civil

Como diretor, implantamos a primeira formação em que todos os policiais saíram com titulação de pós-graduação na sua área. Foi ali também que nasceu o projeto da Escola Superior de Polícia. Acredito que formação é a base de tudo.

Diretor

Departamento de Atividades Especiais

Dirigi o Depate, ao qual eram subordinadas a DOE, a Divisão de Operações Aéreas, a Inteligência e o Crime Organizado.

Direção-geral

Detran do Distrito Federal

Assumi a direção geral. O agendamento eletrônico de serviços nasceu na nossa gestão.

Subsecretário

Infraestrutura e Transportes

Gestão pública fora da polícia, na Secretaria de Transportes do Distrito Federal.

Diretor

Ministério da Justiça

Diretor do Departamento de Políticas de Justiça, na Secretaria Nacional de Justiça.

Secretário

Administração Penitenciária do Distrito Federal

Meu último cargo e o maior desafio da carreira. Conheci por dentro o sistema prisional do DF, com toda a sua superlotação e todo o despreparo com que o Estado trata quem trabalha lá.

Por que deputado federal

Nunca fui candidato a nada. Nem a síndico.

Toda vez que me convidaram para disputar eleição, eu disse não. Meu argumento era sempre o mesmo: a Polícia Civil já tem candidato a distrital demais, e os problemas da nossa polícia, na maior parte, só podem ser resolvidos na esfera federal.

Quando surgiu a chance de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, eu aceitei. Não por vaidade. Porque é lá que se decide o que trava a vida do policial e a vida do cidadão do Distrito Federal.

Aos 63 anos, com a aposentadoria garantida e a vida resolvida, eu não estou entrando na política para ganhar nada. Estou entrando para devolver alguma coisa.

Bandeiras

No que eu vou trabalhar

Não são promessas genéricas. São as pautas de quem trabalhou dentro dessas estruturas e sabe onde elas emperram.

01

Polícia de Estado, não de governo

A polícia deve servir ao cidadão, não ao político de ocasião. Os governos passam, a polícia fica.

Eu vi grandes policiais jogados anos em delegacia distante, por mais competentes que fossem, só porque não faziam parte de grupo político. Eu mesmo passei nove meses no chamado corredor, sem atribuição e sem uma caneta na mesa, porque não pertencia a determinado grupo. Sei na pele o que é ser menosprezado dentro da própria instituição.

O que eu defendoAutonomia institucional das polícias, critério técnico e mérito como pré-requisito para cargo de chefia, e fim do uso da máquina policial como ferramenta eleitoral.
02

A Polícia Penal precisa de representação

A Polícia Penal do Distrito Federal não tem hoje um único representante disputando uma vaga de deputado federal. É a categoria mais esquecida da segurança pública brasileira.

Eu fui secretário de Administração Penitenciária. Sei o que é ter dois policiais tomando conta de um pavilhão com centenas de presos. Sei o que é operar com efetivo muito abaixo do necessário e com um índice de afastamento por saúde muito acima do que qualquer instituição policial deveria tolerar.

O que eu defendoRecomposição de efetivo, equiparação e valorização da carreira, condições de trabalho compatíveis com o risco, e ampliação de vagas no sistema prisional. Preso tem que cumprir pena, e para isso o Estado precisa ter onde colocá-lo e quem cuide dele com segurança.
03

Socioeducativo é segurança pública

O sistema socioeducativo está na Secretaria de Justiça. Deveria integrar a segurança pública.

Se o crime organizado está recrutando adolescentes justamente porque sabe que eles respondem menos, então essa é uma questão de segurança pública, e precisa ser tratada como tal. Com todo o cuidado que se deve ter com um jovem, mas com a seriedade que o problema exige.

O que eu defendoIntegração do socioeducativo à segurança pública e reconhecimento dos profissionais que trabalham nessas unidades como agentes de segurança, com as prerrogativas correspondentes. Quem trabalha ali enfrenta risco real todos os dias e é tratado como se não enfrentasse.
04

Valorização de quem está na ponta

A Polícia Civil do Distrito Federal opera hoje com uma defasagem enorme de efetivo, sobrevivendo de abono de permanência e de serviço voluntário. A maior parte dos policiais civis já pensou em sair da instituição, e muitos estão estudando para sair.

Ninguém constrói segurança pública em cima de gente desmotivada. E quando o policial responde por um ato de serviço, ele vai sozinho. A instituição não vai junto.

O que eu defendoRecomposição de efetivo e de carreira, previsibilidade de promoção, e proteção institucional ao policial que age no cumprimento do dever.
05

O crime que incomoda todo dia

Existe uma diferença entre a estatística e a vida real. O crime contra a vida tem índice de solução alto no Distrito Federal. Mas o que faz a população ter medo é outra coisa.

É o furto no caminho da escola. É o celular arrancado da mão. É o carro arrombado. É a criança que não pode usar um tênis melhor. É o comerciante trabalhando atrás das grades. É o pai que não deixa o filho ir sozinho a lugar nenhum. Esse crime está sendo tratado como se fosse de menor importância, e é justamente ele que tira a paz de quem paga imposto.

O que eu defendoPolítica de segurança pública que trate o crime cotidiano como prioridade, e não como estatística secundária.
06

Educação e segurança andam juntas

Eu sou o resultado da escola pública. Se ela não fosse boa no meu bairro, eu não teria chegado a lugar nenhum.

Não existe segurança pública sustentável sem educação. Não se previne crime contra a vida com operação e com barulho. Se previne mudando cultura, e cultura se muda com escola. Brasília deveria ser exemplo para o Brasil inteiro nessa área e hoje não é.

O que eu defendoInvestimento em educação pública como política de segurança de longo prazo, e apoio à formação profissional que abra caminho para o jovem antes que o crime abra.
07

Recurso do DF fica no DF

Não faz sentido um deputado eleito aqui mandar emenda para outro estado enquanto a saúde, a educação e a segurança do Distrito Federal estão carentes.

O que eu defendoDestinar ao Distrito Federal os recursos de emenda que estiverem sob minha responsabilidade.
Compromissos

O que eu assumo publicamente

Sair como entrei

Eu vivo bem. Tenho minha casa, meu carro, minha família e minha aposentadoria. Quero sair de lá com o que eu tenho hoje e com aquilo que o salário de deputado pode me dar. Nada além disso.

Emenda minha fica no DF

Todo recurso de emenda sob minha responsabilidade será destinado ao Distrito Federal.

Mandato de quem trabalha na ponta

Quem manda no mandato é quem votou. Não é o partido, não é o grupo, não é o padrinho.

Territórios

Eu conheço essas cidades porque eu trabalhei nelas

Trinta e três anos de polícia me levaram para praticamente toda cidade do Distrito Federal. Em algumas, eu deixei parte da vida.

Ceilândia

Foi onde tudo começou. Minha primeira lotação como agente, em 1982, na 15ª DP, quando a cidade ainda era quase toda terra.

Taguatinga

Mais de trinta anos atuando na região. Conheço o comércio, conheço o centro, conheço os problemas que se agravaram ali nos últimos anos.

Sobradinho

Foi na 13ª DP que assumi minha primeira delegacia como delegado.

Guará

Onde eu moro na mesma casa há mais de vinte anos e onde criei meus filhos.

O nome e o número

Por que 5551 e por que sem moderação

Meu sobrenome é Nugoli, italiano. Na Itália se pronuncia Nógli. No Brasil, todo mundo sempre associou meu nome a um gole, e passei a vida sendo provocado por causa disso.

Aí veio o número: 5551. Cinquenta e cinco é o PSD. E o 51 todo brasileiro sabe o que é.

Resolvi que dessa vez o nome ia trabalhar a meu favor. Eu gosto de cachaça, que é a bebida mais brasileira que existe. Gosto de churrasco com os amigos, gosto de pagode e não tenho nada a esconder sobre isso. Se eu quero beber, eu bebo, porque eu pago tudo que eu consumo com o meu trabalho.

Nugoli 5551. Uma boa ideia para o Distrito Federal. Vote sem moderação.

Como votar

No dia 4 de outubro, digite 5551

Na urna, o primeiro cargo é deputado federal. Digite 5551, confira o nome Delegado Nugoli e a foto na tela, e confirme.

Chamada final

Se você confia em mim, me dê um voto de confiança

Mais de oitenta por cento dos eleitores ainda não decidiram em quem votar para deputado federal. Se você ainda não tem candidato, eu peço o seu voto. E se você já tem o seu, me ajude a chegar em quem ainda não tem.

Perguntas frequentes

O que me perguntam com mais frequência

Você já foi candidato antes?

Nunca. Nem a síndico. Esta é minha primeira disputa eleitoral, aos 63 anos.

Por que federal e não distrital?

Porque a maior parte dos problemas da segurança pública, principalmente da Polícia Civil e da Polícia Penal, só se resolve na esfera federal. E porque a Polícia Civil do DF já tem muito candidato a distrital e quase nenhum a federal.

Você é de esquerda ou de direita?

Nenhum dos dois. Tenho amigos dos dois lados e concordo com coisas que vêm de ambos. Prefiro ficar no centro, onde eu consigo avaliar o que é bom de cada lado e trabalhar com o que serve à sociedade. Gente ruim tem dos dois lados.

Você defende endurecer com o preso?

Defendo que quem é condenado cumpra a pena, e que o Estado tenha estrutura para isso. Mas eu trabalhei dentro do sistema e sei que ali dentro não tem só um tipo de pessoa. Tem o criminoso que fez do crime o meio de vida e tem o pai de família que cometeu um deslize. Os desiguais precisam ser tratados de forma desigual, na medida das suas desigualdades. Não acredito em discurso fácil sobre isso.

Você defende os direitos humanos?

Defendo, e acho os institutos necessários. O que eu não aceito é que eles se voltem apenas para quem comete crime. Nunca vi comissão de direitos humanos bater na porta da família de policial morto em serviço para perguntar se estava precisando de alguma coisa. Direitos humanos é para todo mundo, principalmente para quem paga imposto e vive com medo.

Você é candidato só da polícia?

Eu venho da polícia e vou defender todas as forças de segurança, porque o sangue derramado tem o mesmo valor em qualquer farda. Mas eu fui um menino pobre que a escola pública salvou, e o mandato precisa servir a quem mais precisa.

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