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Crônica 28 · O mandato

O que eu não vou fazer

Delegado Nugoli · 1 min de leitura
Caderno aberto com quatro linhas escritas à mão, caneta e óculos
Imagem ilustrativa gerada com inteligência artificial

Todo candidato diz o que vai fazer. Eu prefiro dizer o contrário, porque promessa negativa é mais fácil de cobrar.

Não vou mandar emenda para outro estado. Enquanto a saúde, a educação e a segurança do Distrito Federal estiverem carentes, não faz sentido um deputado eleito aqui destinar recurso para fora.

Não vou usar a polícia como palanque. A polícia deve ser de Estado, não de governo. Nunca aceitei isso quando eu era policial e não vou fazer como deputado.

Não vou indicar chefia por amizade política. Eu passei nove meses no corredor por não pertencer a grupo nenhum. Não vou reproduzir o que fizeram comigo.

Não vou sair de lá com mais do que entrei. Tenho minha casa, meu carro, minha família e minha aposentadoria. Quero sair com o que tenho hoje e com aquilo que o salário de deputado puder me dar. Nada além disso.

Aos 64 anos, com a vida resolvida, eu não estou entrando na política para ganhar nada.

Prestação de contas e registro de candidatura são públicos no sistema da Justiça Eleitoral. Qualquer pessoa consegue conferir hoje.

E se eu for eleito, o destino de cada emenda sob a minha responsabilidade fica publicado.

Pode guardar esta página.

E pode me cobrar.

Delegado Nugoli 5551. Deputado Federal.

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Isso não é discurso de campanha. É memória

As propostas que saíram dessas histórias estão no plano, uma por uma.

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