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Crônica 29 · O mandato

Emenda não é moeda

Delegado Nugoli · 1 min de leitura
Obra pública abandonada e maço de dinheiro desfocado em primeiro plano
Imagem ilustrativa gerada com inteligência artificial

O que eu vejo muito é o seguinte: quando um projeto interessa ao Executivo, derramam dinheiro de emenda para que os deputados aprovem aquilo que o governo quer.

Não é o interesse do povo que está na mesa. É o interesse de cada deputado, comprado com dinheiro que deveria estar chegando na ponta.

Emenda parlamentar existe para uma coisa: levar recurso para onde o cidadão precisa. Hospital, escola, obra, equipamento.

Quando ela vira moeda de troca em votação, quem perde é exatamente quem estava esperando aquele recurso chegar.

E aqui vai uma sugestão prática para quem está lendo: faça o teste.

Entre no site da Câmara dos Deputados e procure o nome de quem você votou na última eleição. Presença em sessão, votações e destino de emenda estão lá. É público.

Veja se ele investiu aqui na segurança, na saúde e na educação do Distrito Federal, ou se mandou para parceiro de outro estado.

Esses dados não são segredo. Só não são olhados.

Eu tenho 64 anos, aposentadoria garantida e a vida resolvida. Não preciso de nada de ninguém lá dentro.

É justamente isso que me deixa livre para votar do jeito certo.

E é por isso que eu assumo, por escrito, que toda emenda sob a minha responsabilidade fica no Distrito Federal, com o destino de cada uma publicado.

Delegado Nugoli 5551. Deputado Federal.

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Isso não é discurso de campanha. É memória

As propostas que saíram dessas histórias estão no plano, uma por uma.

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