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Crônica 30 · O mandato

Nunca fui candidato a nada. Nem a síndico.

Delegado Nugoli · 1 min de leitura
Mesa de padaria com dois cafezinhos e uma cadeira puxada
Imagem ilustrativa gerada com inteligência artificial

Esta é a primeira eleição da minha vida.

Nunca disputei nada. Nem síndico de prédio eu fui.

Um dia me chamaram para tomar um café. Eu já desconfiei, porque quando alguém te chama para um café normalmente tem alguma coisa por trás. Perguntaram se eu toparia ser candidato a deputado federal.

Eu disse sim quase sem pensar. Depois é que fiquei refletindo no que eu tinha feito.

Mas disse sim porque vi ali uma chance real de fazer alguma coisa. Não por uma instituição. Pelo povo.

Aos 64 anos, com a aposentadoria garantida e a vida resolvida, eu não estou entrando na política para ganhar nada.

Estou entrando para devolver alguma coisa.

Eu sei que existe cansaço com política, e ele é justificado. Mas tem gente boa lá dentro, e eu quero me juntar a essa gente.

Não sou de esquerda nem de direita. Tenho amigos dos dois lados e concordo com coisas que vêm de ambos. Prefiro ficar no centro, de onde dá para avaliar o que é bom de cada lado e trabalhar com o que serve à sociedade. Gente ruim tem dos dois lados.

Se eu tivesse que me definir em poucas palavras, diria o seguinte: sou um homem que não tem medo de fazer o que é preciso.

Foram 33 anos, 6 meses e 3 dias de Polícia Civil do Distrito Federal.

Eu não quero parar por aqui.

Delegado Nugoli 5551. Deputado Federal.

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Isso não é discurso de campanha. É memória

As propostas que saíram dessas histórias estão no plano, uma por uma.

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