Ir para o conteúdo
5551
Crônica 15 · Prisão e socioeducativo

Preso junto com preso vira escola

Delegado Nugoli · 1 min de leitura
Ilustração abstrata de dois blocos, azul e amarelo, se chocando
Imagem ilustrativa gerada com inteligência artificial

Eu sei como o crime organizado nasceu dentro do sistema prisional brasileiro. Não é teoria.

Misturaram presos comuns com presos que tinham formação em ação armada e em organização. E os comuns aprenderam.

Aquilo não foi convivência. Foi relação de aluno e professor.

O que saiu dali a gente vê até hoje, com nome, sigla e território.

E o mais impressionante é que a gente continua amontoando gente do mesmo jeito.

Dentro de uma unidade prisional não existe um tipo de pessoa. Existem vários. Tem o criminoso que fez do crime o meio de vida e para quem a cadeia virou endereço. E tem o pai de família que cometeu um deslize numa discussão boba, ou que bebeu, atropelou alguém e vai responder por isso.

Hoje os dois dividem o mesmo pavilhão.

A proposta que eu defendo é separação obrigatória por perfil criminal, e não apenas por regime de pena, com critério técnico e responsabilidade definida.

E mais: ampliação de vagas condicionada a essa separação.

Porque construir cadeia nova e continuar misturando não resolve nada.

Só constrói uma escola maior.

Delegado Nugoli 5551. Deputado Federal.

Mandar no WhatsApp

Isso não é discurso de campanha. É memória

As propostas que saíram dessas histórias estão no plano, uma por uma.

Vote 5551 Compartilhar