Preso junto com preso vira escola

Eu sei como o crime organizado nasceu dentro do sistema prisional brasileiro. Não é teoria.
Misturaram presos comuns com presos que tinham formação em ação armada e em organização. E os comuns aprenderam.
Aquilo não foi convivência. Foi relação de aluno e professor.
O que saiu dali a gente vê até hoje, com nome, sigla e território.
E o mais impressionante é que a gente continua amontoando gente do mesmo jeito.
Dentro de uma unidade prisional não existe um tipo de pessoa. Existem vários. Tem o criminoso que fez do crime o meio de vida e para quem a cadeia virou endereço. E tem o pai de família que cometeu um deslize numa discussão boba, ou que bebeu, atropelou alguém e vai responder por isso.
Hoje os dois dividem o mesmo pavilhão.
A proposta que eu defendo é separação obrigatória por perfil criminal, e não apenas por regime de pena, com critério técnico e responsabilidade definida.
E mais: ampliação de vagas condicionada a essa separação.
Porque construir cadeia nova e continuar misturando não resolve nada.
Só constrói uma escola maior.
Delegado Nugoli 5551. Deputado Federal.


