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Crônica 16 · Prisão e socioeducativo

Dois policiais e um pavilhão

Delegado Nugoli · 1 min de leitura
Corredor longo de bloco prisional com celas dos dois lados
Imagem ilustrativa gerada com inteligência artificial

A Secretaria de Administração Penitenciária foi o maior desafio da minha carreira. E foi ali que eu vi a conta que não fecha.

É uma estrutura enorme, com efetivo pequeno demais e superlotação que ultrapassa qualquer limite razoável. Tem dois policiais penais tomando conta de um pavilhão com centenas de presos.

Isso não é exceção. É rotina.

O sistema funciona hoje por duas razões: pela abnegação daquela gente e por técnicas que foram desenvolvidas ao longo do tempo para garantir a segurança deles. Mas eles estão em risco o tempo todo.

E tem outra coisa acontecendo em paralelo, que quase ninguém sabe. Existe gente aprovada em concurso da Polícia Penal esperando nomeação, e não existe vaga no quadro para nomear, porque o quantitativo da carreira é um número fixo, definido lá atrás, olhando o sistema daquela época.

A população prisional não parou de crescer desde então.

Então a proposta tem duas partes.

A primeira é razão mínima de policiais penais por interno, definida em norma e com prazo para cumprimento.

A segunda é maior: parar de trabalhar com número congelado. Se o quadro passar a acompanhar a população prisional, o problema deixa de voltar a cada cinco anos.

Eu já assinei escala sabendo que ela não era suficiente, com gente capacitada esperando do lado de fora.

Isso não é falta de candidato. É falta de decisão.

Delegado Nugoli 5551. Deputado Federal.

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Isso não é discurso de campanha. É memória

As propostas que saíram dessas histórias estão no plano, uma por uma.

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