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Crônica 14 · Prisão e socioeducativo

A carreira mais vazia da polícia é a que cuida do preso

Delegado Nugoli · 1 min de leitura
Arte tipográfica com 36,63% em amarelo sobre azul-marinho e ícones de pessoas
Imagem ilustrativa gerada com inteligência artificial

Tem um número na Polícia Civil do Distrito Federal que quase ninguém comenta.

A carreira de agente policial de custódia tem 800 cargos previstos e 293 ocupados. Isso dá 36,63% de ocupação. É a carreira mais vazia da instituição, e é justamente a que cuida de quem foi preso.

Os dados são do Departamento de Gestão de Pessoas da própria PCDF, posição de 1º de agosto de 2026. No conjunto, a instituição está com 53,9% do quadro ocupado, com 4.110 vagas em aberto de 8.969 previstas em lei.

Eu fui secretário de Administração Penitenciária do Distrito Federal. Sei o que significa custódia feita com gente de menos.

Significa escala impossível. Significa policial acumulando função. Significa risco para quem trabalha e risco para quem está sob custódia, porque unidade com efetivo insuficiente é unidade onde qualquer coisa pode escalar.

E significa também risco para a cidade, porque onde o Estado enfraquece dentro de uma unidade, quem organiza a rotina lá dentro é outra coisa.

Recompor efetivo não é pauta de categoria. É o primeiro combate ao crime.

E tem um detalhe que quase ninguém sabe: quem paga essa folha é a União, pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal, que é votado no Congresso Nacional.

Não na Câmara Legislativa.

É lá que isso se resolve. E é para lá que eu quero ir.

Delegado Nugoli 5551. Deputado Federal.

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