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Crônica 21 · Crime, facção e justiça

Nós temos a lei mais dura da história e não temos quem execute

Delegado Nugoli · 1 min de leitura
Livro de leis fechado sobre mesa vazia, com luz lateral
Imagem ilustrativa gerada com inteligência artificial

O Brasil aprovou a legislação mais dura da nossa história contra o crime organizado, com pena pesada para domínio territorial e ampliação de bloqueio e apreensão de bens.

E no mesmo país, a Polícia Civil do Distrito Federal opera com pouco mais da metade do quadro ocupado, e o sistema prisional funciona acima da capacidade em quase todas as unidades.

Lei não prende ninguém. Quem prende é polícia.

É por isso que eu não vou para Brasília prometer mais uma lei. Não falta lei. Falta quem execute.

Rastrear dinheiro de facção exige perito, exige analista e exige inteligência financeira. E essas são justamente as carreiras mais desfalcadas da nossa polícia. Perito médico-legista está com menos de metade do quadro ocupado.

Não dá para caçar dinheiro de facção sem investir em quem sabe seguir dinheiro.

Deputado federal faz três coisas: escreve lei, vota orçamento e cobra quem executa.

A segunda e a terceira são as que faltam nessa história.

Orçamento para perícia e inteligência. E acompanhamento legislativo, de verdade, da aplicação dos instrumentos que já foram aprovados.

Porque lei aprovada e não aplicada não é rigor.

É anúncio.

Delegado Nugoli 5551. Deputado Federal.

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Isso não é discurso de campanha. É memória

As propostas que saíram dessas histórias estão no plano, uma por uma.

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