O dia em que pós-graduamos a polícia inteira

Quando assumi a direção da Academia de Polícia Civil, montamos uma turma que saiu diferente de todas as anteriores.
Todos os participantes saíram com titulação de pós-graduação na sua área. Delegado, agente, escrivão, perito. Todo mundo.
Aconteceu no curso especial, no superior de polícia e também nos cursos de formação. Quem entrou na polícia naquela época saiu especialista.
E foi ali que nasceu o projeto da Escola Superior de Polícia.
Ela existe hoje. Só que está mal estruturada e sem gente suficiente para trabalhar.
Eu acredito que formação é a base de tudo, e não é frase de efeito. É constatação de quem passou 33 anos vendo a diferença entre o policial que foi treinado e o que foi jogado na rua para aprender apanhando.
Formação reduz erro de procedimento. Erro de procedimento derruba inquérito. Inquérito derrubado solta gente que deveria responder.
Ou seja: economizar em formação é caro.
A proposta que eu levo é essa: formação continuada vinculada à progressão na carreira, com financiamento previsto e protegido de corte por conveniência. Escola de polícia com orçamento e quadro próprios. E curso superior de polícia como pré-requisito real para cargo de chefia, não como formalidade.
Eu construí uma estrutura que hoje está vazia.
Quero voltar para enchê-la.
Delegado Nugoli 5551. Deputado Federal.


