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Crônica 12 · A polícia por dentro

Quando a polícia sobe, eu vou sozinho

Delegado Nugoli · 1 min de leitura
Banco de madeira vazio em corredor de fórum com luz da tarde
Imagem ilustrativa gerada com inteligência artificial

Tem uma frase que todo policial de carreira entende na primeira vez que ouve: quando a polícia sobe comigo, eu vou sozinho.

A instituição não vai junto.

Ela aparece no peso do julgamento, porque no fundo quem está sendo julgado ali é a polícia inteira, é tudo que a polícia já fez de errado na história do país. Num dos meus julgamentos, o promotor citou um crime que aconteceu em outro estado, décadas antes, que não tinha nada a ver comigo.

Mas quem senta no banco é o policial. Sozinho.

E aqui está o problema: a gente manda uma pessoa agir em nome do Estado, com risco de vida e decisão de segundos, e quando ela é questionada por aquilo, ela vira um cidadão qualquer contratando advogado com o próprio dinheiro.

Isso não é justo e não é inteligente. Porque o policial que sabe que vai responder sozinho passa a hesitar. E hesitação também custa vida.

A proposta é direta: defesa jurídica institucional garantida ao policial que responde por ato praticado no cumprimento do dever, em todas as instâncias, desde o primeiro dia.

Não é privilégio.

É a contrapartida de mandar alguém agir em nome de todos nós.

Delegado Nugoli 5551. Deputado Federal.

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As propostas que saíram dessas histórias estão no plano, uma por uma.

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